As pequenas decisões são traiçoeiras. Uma resposta a uma mensagem, a escolha de uma data, a aprovação de um pormenor: cada uma demora pouco, mas quando ficam por resolver, acumulam-se e tornam-se um peso. No fim do dia, a cabeça está cheia de pequenos assuntos por decidir e a energia acaba mais depressa do que devia, sem que se perceba exatamente porquê.
Decidir cedo e decidir pouco
A regra mais simples é decidir logo que possível. Se tens toda a informação necessária, escolhe e passa à frente. Não guardes a decisão para depois, porque depois terás de voltar a pensar no assunto, relembrar tudo e só então decidir. Adiar quase nunca poupa tempo; apenas o repete, e ainda deixa o assunto a ocupar espaço na cabeça durante horas.
Se faltar informação, pergunta a quem sabe, e faz a pergunta imediatamente. Depois, anota que estás à espera de uma resposta, para não te esqueceres. Muitas decisões que parecem difíceis tornam-se fáceis quando se sabe uma única coisa. Vale a pena perguntar logo em vez de ficar a matutar durante dias sem chegar a lado nenhum, e a resposta costuma chegar mais depressa do que se imagina.
Cria regras pessoais para decisões que se repetem. Por exemplo: respondo aos pedidos de reunião até ao fim do dia; aprovo pequenos pedidos sem consultar ninguém; escolho sempre o mesmo horário para as chamadas. Uma regra evita que tenhas de decidir tudo de novo de cada vez, e liberta espaço para as decisões que merecem mais reflexão e que não podem ser resolvidas num instante.
Aceita que nem todas as decisões serão perfeitas. Uma decisão razoável tomada depressa vale mais do que a decisão perfeita tomada tarde. Se te enganares, corriges. No fim da semana, olha para o que ficou por decidir e resolve o que puderes. Com o tempo, verás que as pequenas decisões deixam de ser um peso, e que o trabalho corre com mais leveza e menos hesitação. É um pequeno hábito, com um efeito grande na energia que te sobra ao fim do dia.